O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que volta a se reunir na próxima semana com uma nova composição, ampliou de 23,9% para 59,8% a participação do setor de serviços no grupo. Nos últimos meses, a equipe da Casa Civil submeteu uma lista de nomes ao presidente Michel Temer e a relação dos 96 conselheiros selecionados foi publicada na sexta-feira no Diário Oficial da União.
Já indústria tradicional sofreu uma queda de 60,9% para 32,8% na representatividade. Os dados serão apresentados pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
As mudanças levaram em consideração a participação no Produto Interno Bruto (PIB) e no mercado de trabalho. Um dos principais pedidos de Temer era a diversificação de setores de economia que iriam compor o grupo. A área de tecnologia, por exemplo, passou de oito para 13 conselheiros. Entre eles: Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil, Anielle Guedes, CEO da Urban3D, uma startup na área de arquitetura e construção, e Laércio Cosentino, presidente da Totvs.
Também houve crescimento na participação de intelectuais e acadêmicos e diminuição dos movimentos sociais e organizações não governamentais. As empreiteiras, alvo da operação Lava Jato, estão representadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para a “sabatina” dos nomes, o governo considerou impacto na opinião pública, participação e ativismo, relevância econômica e impacto sócio-político.
“Queremos que o conselho traga cada vez mais diálogo. Por isso temos uma composição mais diversa agora. Queremos um diálogo propositivo para formatação e aperfeiçoamento das políticas públicas do país,” explica a secretária do conselhão Patricia Audi, que destaca ainda o aumento na participação das mulheres.
Na primeira reunião, o grupo vai discutir medidas para a retomada do crescimento do país. Doze conselheiros foram selecionados para falar sobre o tema. O publicitário Nizan Guanaes, a economista-chefe da XP Investimentos Zeina Latif, o membro do Conselho de Administração do Carrefour, Abilio Diniz, estão entre os escolhidos.
Ao contrário do antigo conselhão, a ideia é que os representantes tenham mais tempo para falar. Ministros de estado participarão apenas da segunda etapa da reunião com grupos temáticos. O conselho irá selecionar quatro eixos que serão discutidos ao longo dos próximos meses. A segunda reunião do grupo já está marcada para 7 de março.
(Época)
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