


A Coluna Poder, do jornal A Folha de São Paulo, informa nesta quarta-feira (13) que o condenado por corrupção José Dirceu está jogando gasolina na fogueira da guerra política que vivencia o Brasil nos dias atuais.
Segundo a Folha, o ex-todo poderoso petista tem enviado mensagens inflamando a militância do partido. Ele anda sugerindo instituir o “Dia da Revolta” em 24 de janeiro próximo, data que inicia o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal 4.
Nas mensagens, o
homem forte do Mensalão diz “que é hora de ação, não de palavras”.
Também sugere que se transforme em energia “a fúria, a revolta, a
indignação e mesmo o ódio”. Ainda pede que sejam criados comitês em
defesa de Lula, com o manjado mantra de que é necessário “desmascarar e
combater a fraude jurídica e o golpe político”.
As incitações de
agora fazem lembrar o célebre discurso do condenado no ano 2000 (ver
vídeo abaixo). Em pleno palanque, disse que os adversários políticos
“tinham que apanhar nas urnas e nas ruas”. Pouco tempo depois,
professores ligados à CUT e ao PT agrediram fisicamente o então
governador Mário Covas (PSDB), um idoso doente que lutava contra um
câncer e que acabou falecendo meses depois.
Dirceu foi
condenado a 30 anos e nove meses de prisão pelos crimes de lavagem de
dinheiro, corrupção passiva e organização crimino. Conseguiu o direito
de aguardar um recurso em liberdade. Ele foi sentenciado em 2016 pelo
juiz Sérgio Moro em primeira instância. A condenação foi aumentada pelo
TRF-4, o mesmo que julgará o recurso de Lula em janeiro.
Pois bem, um
condenado que recebe o benefício de aguardar o julgamento de um recurso
em liberdade fica sujeito às rígidas regras impostas pela Justiça.
Incitação à violência pode ser considerada crime e sua prisão pode ser
decretada dentro da chamada garantia da ordem pública.
Aliás, ele pode
voltar a ser preso em breve. É que no mês passado o TRF-4 negou os
embargos de declaração encaminhados pela defesa de Dirceu. Pode voltar
para o xilindró novamente pelas mãos de Sérgio Moro. Que assim seja.
(Com Informações De: oElefante.com)
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