
“Uma hora a justiça
chega”. O desabafo é de uma parente de José Roberto Camilo Monteiro,
morto dentro de casa, com um tiro na cabeça, em 1997. Denis Barros
Furtado, o Doutor Bumbum, e sua mãe, Maria de Fátima Furtado, na época
namorada da vítima, eram suspeitos do crime. Segundo o site G1, que
revelou o caso com exclusividade, a investigação não andou e o crime
prescreveu. Nesta sexta-feira, o EXTRA conversou com dois parentes da
vítima. Eles dizem que a família foi ameaçada pela médica.

— A Fátima disse para ninguém investigar o caso porque, caso contrário,
os próximos seriam os filhos do José — disse um dos familiares.
— O policial que investigou o caso pediu para indiciar os dois (Denis e Fátima) como principais suspeitos. Um tempo depois, o caso foi arquivado. O próprio agente ligou para parentes na época, dizendo que estava sendo retirado do caso e que suspeitava que alguém foi pago para isso — contou o parente.
Outro parente ouvido pelo EXTRA contou que a casa onde ocorreu o crime era alugada e, como garantia, fora dado um cheque caução assinado com um nome falso por José, que era advogado. Essa, porém, ainda conforme os parentes, não era a única prática ilícita do casal. Eles acreditam que o relacionamento dos dois era baseado nos crimes que cometiam:
— A relação era conturbada, não era saudável. Eles tinham nomes falsos e os utilizavam para comprar coisas.
O dia do crime
Várias atitudes de Denis Furtado, que tinha 24 anos na época do assassinato de José Roberto, despertaram as suspeitas dos parentes da vítima. Na manhã do dia em que ele foi encontrado morto, o filho do advogado viu o pai deitado e, antes de ir para a escola, ‘sentiu vontade de abraçá-lo. Porém, Denis o impediu e o apressou para sair.
Não fazia parte da rotina do garoto ser levado para a escola pelo filho
de Maria de Fátima. o adolescente era sempre levado para a escola pelo
motorista:
(Jornal do País)
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